Dashboard de Controle — 90 dias
Reavaliação da estratégia metabólica e funcional
Releitura dos exames de controle frente à linha de base de janeiro, organizada pelos quatro eixos do plano: metabolismo, lipídios, fígado/inflamação e hormônios. As metas usam a referência funcional adotada no plano de fevereiro. Documento de leitura para o retorno.
i.Resumo do controle
Onde a estratégia respondeu e onde ainda há trabalho a fazer.
▼ Respondeu bem
Insulina de jejum
15,8 → 6,9 µU/mL · HOMA-IR 1,3 ↓
Triglicérides
219 → 136 mg/dL ↓ 38%
PCR (inflamação)
2,20 → 0,80 mg/L ↓
TGP / TGO / Gama-GT
59→36 · 28→19 · 32→21 U/L ↓
Glicose / HbA1c
92→76 mg/dL · 5,4→5,3% ↓
► Não respondeu / atenção
HDL
parado em 31 mg/dL (meta >50) →
LDL / Colesterol total
109→156 · 141→213 mg/dL ↑
Testosterona total
373→385 ng/dL — quase estável →
Homocisteína
11,3→13,4 µmol/L ↑
Leitura de conjunto
O alvo central do plano de fevereiro — reverter a resistência insulínica e a inflamação crônica — foi atingido: insulina, HOMA, triglicérides, transaminases e PCR caíram de forma consistente, com fígado claramente desinflamando. A aposta era que, limpada a inflamação, o eixo androgênico subiria de forma natural.
O contraponto está em dois eixos que não acompanharam: o perfil lipídico (HDL parado e baixo, LDL e colesterol total em alta) e o eixo hormonal (testosterona praticamente estável apesar do ambiente metabólico ter melhorado). Esses são os pontos abertos para o retorno.
ii.Metabolismo & açúcar
Glicose (jejum)mg/dLna faixa
92→76meta 65–85↓16
Insulina (jejum)µU/mLquase ideal
15,8→6,9meta 2–6↓8,9
HOMA-IRsensível
1,3meta <2,7
Hemoglobina glicada%limítrofe
5,4→5,3meta <5,0↓0,1
Resistência insulínica de fevereiro essencialmente resolvida. HOMA-IR é novo neste controle.
iii.Lipídios
Triglicéridesmg/dLmelhorou, acima
219→136meta <100↓83
HDLmg/dLmuito baixo
32→31meta >50↓1
LDLmg/dLsubiu
109→156meta <100↑47
Colesterol totalmg/dLsubiu
141→213meta <190↑72
Não-HDLmg/dLsubiu
109→182meta <130↑73
Paradoxo lipídico: triglicérides despencaram (consistente com a melhora da insulina), mas HDL não se moveu e LDL/total subiram. Eixo que destoa do restante da resposta.
iv.Fígado & inflamação
TGP (ALT)U/Lquase lá
59→36meta 18–26↓23
TGO (AST)U/Lna faixa
28→19meta 18–26↓9
Gama-GTU/Lna faixa
32→21meta 10–30↓11
PCR ultrassensívelmg/Lquase ideal
2,20→0,80meta <0,5↓1,40
Ferritinang/mLelevada
291→334meta 50–150↑43
Ácido úricomg/dLleve acima
6,6→5,6meta 3,5–5,0↓1,0
Homocisteínaµmol/Lsubiu
11,3→13,4meta 6–9↑2,1
Fígado e inflamação respondendo bem. Ferritina subiu mesmo com PCR caindo — vale olhar dissociadamente. Homocisteína em leve alta.
v.Hormônios
Testosterona totalng/dLbaixa
373→385meta 600–900↑12
Testosterona livrepg/mLfaixa baixa
86,4→78,8ref 47–136↓7,6
SHBGnmol/Lna faixa
25,7→32,4ref 20,6–76,7↑6,7
SDHEAµg/dLmuito baixo
88,2→124,8meta 350–500↑36,6
IGF-1 (somatomedina)ng/mLbaixo
181→160meta 250–350↓21
Estradiolpg/mLleve acima
27,0→34,6meta 20–30↑7,6
TSHµUI/mLna faixa
0,68→1,28meta 1,0–2,0↑0,60
T4 livreng/dLnormal
1,22→1,19ref 0,92–1,68↓0,03
Ponto de decisão — reservado ao retorno
A hipótese do plano de fevereiro era que a recuperação do ambiente metabólico permitiria a subida natural da testosterona, evitando reposição. O metabolismo melhorou de forma clara, mas o eixo androgênico respondeu de forma marginal: testosterona total quase estável, livre em leve queda, SDHEA e IGF-1 ainda bem abaixo do alvo funcional.
Os dados ficam aqui apresentados em conjunto para discussão presencial em 18/06 — a definição entre manter a aposta na recuperação natural ou reconsiderar a estratégia hormonal fica para a consulta.
vi.Hemograma & função renal
Sem alterações relevantes neste controle — valores atuais.
Hemoglobinag/dLnormal
15,3ref 13,0–16,5
Hematócrito%normal
45,1ref 36–54
Leucócitos/mm³normal
5.420ref 3.600–11.000
Plaquetas×10³normal
189ref 130–450
Creatininamg/dLnormal
0,95ref 0,70–1,20
eTFGmL/minnormal
>90ref >90
Ureiamg/dLnormal
38ref 15–40
Creatinina baixou de 1,17 para 0,95.